No início, os Concílios tinham mais um caráter sinodal, pois eram convocados por um bispo e não contavam com representantes de todas as igrejas, não sendo, portanto, universal[Nota 577] e também não possuíam uma autoridade central que presidisse as sessões.[Nota 578] Posteriormente, os concílios ganhariam maior expressão e representatividade, como o de Niceia, por exemplo, que contou com a participação de bispos de diversas partes do Império Romano[Nota 579] e foi convocado pelo próprio imperador.[Nota 580] Podemos dizer que os Concílios visaram a explicar da forma mais lógica possível o mistério da fé, além de preservá-la contra as heresias. Portanto, compreensões quanto à Trindade, as duas naturezas de Cristo, a Pessoa e a Obra do Espírito Santo foram cristalizadas nos concílios que pavimentaram o caminho da teologia cristã, ao passo que tentavam também responder a acalorados debates de grupos de cristãos que discordavam sobre detalhes de tais temas. Os primeiros co...
ARTIGO ORIGINAL XAVIER, Erico Tadeu [1] XAVIER, Erico Tadeu. Agostinho de Hipona e a história do cristianismo: breve estudo de sua vida, influência e teologia. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 05, Vol. 01, pp. 25-40. Maio de 2019. ISSN: 2448-0959 Palavras-chave: Agostinho, Teologia, Cristianismo. INTRODUÇÃO Na história do Cristianismo muitos filósofos, historiadores e teólogos se destacaram pelos seus ensinamentos e interpretações das Escrituras e da visão filosófica a respeito de Deus e da vida. Agostinho de Hipona é um dos teólogos filósofos que influenciaram a teologia cristã expondo de forma filosófica e teológica as questões que inquietavam sua alma e que percebia como dilemas morais e intelectuais presentes na sociedade. Sistematizou a doutrina cristã utilizando-se do enfoque neoplatônico. Sua busca em desvendar os mistérios da fé passava pela interiorização refletindo a necessidade de obter o conhecimento de Deu...
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